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Seafood Show Latin America nasce para nivelar brasileiros com realidade exportadora de vizinhos latinos e incrementar exportações de todo o continente

A América Latina e o Caribe têm o maior potencial de crescimento mundial em volumes de pescado para 2030, segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO/ONU). Os 20 países latinos e os territórios caribenhos devem aumentar a produção em 24,2%, para 16 milhões de toneladas, segundo a mais recente edição do relatório da FAO/ONU, o The State of The World Fisheries and Aquaculture (Sofia 2018).

A projeção para 2030 estima que o Peru continuará a liderar o continente em volume de produção, com aumento de 14,2% para 4,45 milhões de toneladas, enquanto o Chile fica em segundo com 3,66 milhões. Na sequência vem o México, com 1,99 milhão. O Brasil surge com o maior potencial de expansão do continente, com 46,6% mais que em 2016, mas um volume estimado de 1,8 milhão de toneladas.

Este é o cenário que motivou a Francal Feiras e a Seafood Brasil a unirem forças para criar a Seafood Show Latin America (SSLA), entre 20 e 22 de setembro de 2020,no Expo Center Norte, em São Paulo (SP). “Entendemos que o aumento da produção deve ser acompanhado da expansão de canais de comercialização, intercâmbio regional e abertura de novas fronteiras para o pescado latino, como a África e mercados de nicho na Ásia e Europa”, avalia Ricardo Torres, editor da Seafood Brasil e diretor de conteúdo do evento.

A Seafood Show foi criada com objetivo de consolidar um espaço de conteúdo e geração de negócios para impulsionar as vendas de pescado a partir e para a América Latina. “A América Latina é onde haverá o maior aumento de importações até 2030 (+53,1%), mas o aumento das exportações deve ser mais forte na Europa (38,2% contra 29,8%)”, pontua Torres.

O aumento do consumo previsto pela FAO para 2030 também é outro fator impulsionador. Entre 1961 e 2016, o consumo per capita global chegou a 20,3 kg, um aumento de 3,2% que supera o crescimento populacional (1,6%) e o aumento do consumo de carne de animais terrestres combinados (2,8%) no período. A projeção é que o consumo continue em expansão até 2030 para chegar a 21,5 kg per capita, em grande medida por conta da América Latina. A região deverá consumir 18% mais pescado em 10 anos, a maior taxa de crescimento mundial estimada pela FAO.

É este perfil comprador e vendedor que irá marcar a Seafood Show. “Os latinos estão em ascensão na produção e consumo, o que posiciona o evento como o palco ideal tanto para compradores quanto vendedores de pescado de todo o mundo”, acrescenta Lúcia Cristina de Buone, gerente de negócios da Francal Feiras.Para isso, pretendemos oferecer uma imersão no universo da comercialização do pescado para distribuidores, importadores, exportadores, fabricantes, atacadistas, frigoríficos, maquinários e indústria auxiliar do pescado nacional e internacional.”

O lançamento oficial e início das vendas de estandes ocorreu durante a realização do “Venda seu Peixe”, workshop e rodada de negócios realizados nos dias 24 e 25 de outubro, no Novotel Center Norte, em São Paulo (Veja a cobertura completa do evento a partir da pág. 72). A cidade também receberá a Seafood Show 2020. “Além de toda a estrutura disponível, São Paulo é a capital comercial do pescado. As principais redes atacadistas, varejistas, food service, produtores, indústrias e importadores têm operações aqui, o que pode favorecer a expansão do comércio regional”, sublinha Lúcia.

Apesar da localização, o intuito é fazer um evento com custos reduzidos de participação em relação às demais feiras de varejo e food service. “Estruturamos sete pacotes de participação, com área e montagem já incluída, justamente para evitar custos extras indesejáveis”, sustenta Lúcia. Além disso, os interessados poderão participar como patrocinadores dos diversos eventos paralelos programados (veja box).

O evento já nasce com o apoio de diversas entidades do setor, como a Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca), Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), Associação Brasileira de Fomento ao Pescado (Abrapes), Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), Coletivo Nacional de Pesca e Aquicultura (Conepe), Instituto da Pesca (IP), Associação Brasileira dos Criadores de Pangasius (PangaBR), Sindicato da Indústria da Pesca no Estado de São Paulo (SIPESP), Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Confederação Nacional do Turismo (CNTUR) e Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

Fonte: Revista Seafood Brazil