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Como foi o Venda Seu Peixe?

Evento realizou o lançamento oficial da Seafood Show Latin
America com coquetel e início de vendas da feira

O Venda Seu Peixe conseguiu reunir representantes dos principais itens de pescado para debater a expansão do mercado em todo o Brasil, no Novotel Center Norte, em São Paulo, entre os dias 24 e 25 de outubro. O evento foi elaborado para quem compra ou vende pescado e precisa ampliar seus mercados.

A iniciativa foi da Seafood Brasil em parceria com a Francal Feiras, que organizaram um um workshop de capacitação comercial seguido de uma rodada de negócios com compradores de todo o Brasil. Com uma programação ampla, o primeiro dia lotou a sala de eventos que recebeu 24  palestrantes nacionais e internacionais divididos em quatro painéis: Importação, Exportação, Mercado Interno e Comercialização em Debate.

Painel Importação

Com o tema “Pescado: A proteína animal mais comercializada do mundo”, a palestra magna foi apresentada por Márcio Castro Souza, secretário do subcomitê de comércio pesqueiro da FAO e coordenador do serviço estatístico da FAO/ONU de pescado, o Globefish. Elesurpreendeu os presentes ao revelar que o pescado é responsável por 50,4% de toda a proteína animal que é comercializada no planeta.

Souza ainda divulgou algumas ações futuras da FAO para o setor, como o projeto de disponibilização de capital. “Notamos que os bancos não sabem ofertar ao setor da pesca e pensamos em fazer no próximo ano um evento para desmistificar os riscos e facilitar o acesso a créditos”, disse.

E também reforçou a queixa da dificuldade em obter informação sobre dados pesqueiros, que para ele, acaba gerando muitos problemas como “acesso à mercados e desenvolvimento de tecnologias”. A fraude no pescado e a pesca ilegal também estiveram na pauta. Conforme Souza, as atividades estão estimadas em bilhões e só perdem para as drogas ilícitas em todo o mundo. 

Na sequência, Carolina Nascimento, gerente da América do Sul para o Alaska Seafood, falou sobre “A indústria do pescado nos EUA”, que segundo dados de 2018 mencionados por ela, geram US$ 53 bilhões em vendas todo o ano.  

O analista comercial sênior da Mitsubishi Corporation do Brasil, Felipe Katata, palestrou sobre “Relevância do Pescado no Conglomerado para a Mitsubishi” , no qual englobou temas como espécies mais consumidas no Japão, produtos prontos para consumo, certificação internacional, rastreabilidade e valor agregado de alta qualidade. 

O pescado na Argentina foi debatido por Pablo Basso, diretor comercial da Iberconsa. Já o peruano foi apresentado por Antonio Castillo, diretor do escritório do Peru no Brasil (Promperú) e os peixes e frutos do mar equatorianos foram discutidos por Edgar Novoa Villavicencio, diretor em São Paulo do Proecuador. 

Fechando o painel, o diretor no Brasil do Norwegian Seafood Council, Øystein Valanes, atualizou dados da empresa e apresentou uma pesquisa sobre o bacalhau norueguês no País.

Painel Exportação

No painel exportação, a América do Norte esteve no centro do debate com Alberto Carlos Bicca, analista de negócios internacionais da Apex- Brasil. Depois foi a vez da China ser apresentada por Mario Wang, diretor comercial  da China Trade Center.

Finalizando o painel, todo o potencial do mercado africano foi anunciado pelos membros da Câmara de Comércio Afro-Brasileira, Rui Mucaje e Valdemar Camata Júnior.

Mercado Interno

O painel mercado interno levou o tema “Compras Públicas” com Serafim José Taveira Júnior, superintendente regional do Amazonas (Conab).  “Varejo: A Ótica do Fornecedor” foi apresentada por Rodrigo Joaquim, diretor comercial do Grupo 5 e o “Varejo: A Ótica do Comprador” ficou na responsabilidade de Rafael Guinutzman, gerente comercial do Grupo Pão de Açúcar.

A compra e venda de pescado em uma das maiores empresas mundiais de proteína animal foi o tema de Larissa Dezem, da JBS, com “O Pescado do Chef Friboi”. E o Food Service esteve representado por Enzo Donna, diretor da ECD Food Service que expôs dados de pesquisa de consultoria especializada.

Painel Comercialização em Debate

No debate sobre comercialização que reuniu representantes institucionais de todos o elos da cadeia de pescado nacional, João Crescêncio Marinho, secretário adjunto da Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SAP/Mapa), foi o mediador do encontro que contou com a presença de Roberto Imai, diretor titular adjunto do Deagro/Fiesp, Eduardo Lobo, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca), Márcio Ortega, presidente da Associação Brasileira de Fomento ao Pescado (Abrapes), Francisco Medeiros, presidente executivo da Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR), Eduardo Ono, presidente da Comissão Nacional de Aquicultura (CNA), Marcio Milan, superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e Maurício Nishimori da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel São Paulo).

   

 

No final do primeiro dia do evento foi realizado o lançamento da Seafood Show Latin America comcoquetel e início de vendas da feira. “Mais do que uma feira, ela será o palco da nossa transformação e será a vitrine da integração latino-americana pelo pescado. O comércio de pescado a partir da América Latina e desde a América Latina vai passar por aqui”, falou Ricardo Torres, editor da Seafood Brasil e um dos organizadores da feira.

Com data de realização para os dias 20 a 22 de setembro de 2020, a Seafood Show Latin America também é fruto da parceria entre as empresas, e deseja aproximar os fornecedores de pescado (armadores de pesca, aquicultores, frigoríficos distribuidores, importadores) dos compradores (varejo, food service, atacadistas, distribuidores, traders, frigoríficos). 

Rodada de Negócios

O segundo dia foi especialmente reservado para a rodada de negócios, quando os participantes tiveram a oportunidade de literalmente “vender seu peixe”. Foram realizadas 186 reuniões com o objetivo de aproximar compradores e fornecedores de pescado com perfil, porte, volumes e interesses compatíveis, para otimizar o tempo do varejo e do fornecedor.

Segundo a avaliação preliminar dos compradores, o evento gerou expectativas de negócios imediatos em três meses e um valor em torno de R$ 4.950.000,00. Já os vendedores, também informaram que existe previsão de negócio fechado nos próximos três meses, totalizando uma expectativa de R$ 4.400.000,00.

 Fonte: Revista Seafood Brazil